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Chloé com pranchas coloridas ao fundo

SURF, POKE E YOGA: A UBATUBA QUE FAZ A CABEÇA DA LONGBOARDER CHLOÉ CALMON

Depois de dois meses em meio longe da água por causa da pandemia, a carioca voltou a encarar as ondas e quer aproveitar a fase sem competições pra surfar pelo Brasil. A seguir, ela dá dicas do seu refúgio no litoral paulista.
 

Aos 12 anos de idade, Chloé Calmon ganhou um longboard do pai e foi amor à primeira onda. Quase 15 anos depois, a carioca é a atleta brasileira mais bem sucedida de todos os tempos nessa modalidade, duas vezes vice-campeã mundial, em 2016 e 2019. Competindo na Liga Mundial de Surf (WSL) desde 2010, ela continua lutando pelo primeiro lugar no pódio. Mas, aos 27 anos, entendeu que seu vínculo com o pranchão vai além dos títulos. “Quando era mais nova, tinha foco total nos resultados, era como uma máquina de competir”, diz Chloé. “Hoje já consigo vislumbrar uma vida no surf além das competições. A vontade de ganhar está mais viva do que nunca, mas sei que isso vai acabar um dia, enquanto a minha relação de amor e de diversão com o esporte é pra sempre”.

 

Surpreendida pela quarentena dois dias após voltar da primeira (e única) etapa de 2020 do campeonato mundial, que rolou na Austrália, a longboarder passou dois meses e meio sem surfar, o tempo mais longo fora da água de toda a sua vida. “Foi o primeiro momento que tive pra tirar um pouco a cabeça do esporte em tempo integral e focar em outras coisas”, diz ela, que aproveitou o confinamento pra colocar a faculdade em dia (Chloé cursa administração à distância na Estácio de Sá, no Rio), estudar francês e aprofundar-se no yoga e na meditação. “Esse retiro do surf me fez voltar mais inspirada e motivada a experimentar coisas novas”. 

Foto: reprodução

 

Com as competições internacionais suspensas pelo menos até 2021, Chloé pretende aproveitar o tempo livre pra conhecer melhor o Brasil. Praia da Pipa, Florianópolis e Guarda do Embaú estão em seus planos de viagem. “Desde pequena, minha família me estimulou a conhecer o maior número possível de lugares e culturas”, conta a atleta, que recentemente fez uma road trip para Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, com o pai. “Ele costumava ir para lá nos anos 70, quando começou a surfar. Então, poder voltar com ele pra esse lugar é muito especial”, diz. A seguir, Chloé dá suas melhores dicas de seu refúgio no litoral de São Paulo.

 

POR QUE UBATUBA?
 

No Litoral Norte paulista, Ubatuba fica a 230 quilômetros de São Paulo e 320 quilômetros do Rio de Janeiro. “É um lugar que tem vários tipos de ondas boas, onde dá pra se isolar no meio da natureza e aproveitar a junção do mar e com a montanha. Também tem aquela chuvinha gostosa que se faz presente (quase) todos os dias”, diz a surfista.

 

Foto: pato.vaac

 

SEUS PICOS PREFERIDOS PARA SURFAR EM UBATUBA
 

A praia preferida de Cholé em Ubatuba é Itamambuca. “Gosto muito de lá por ser mais isolada da cidade e sempre ter ondas divertidas”, diz. Ela também marca presença no canto esquerdo da Praia Grande (Baguari), onde as condições são ideais para o longboard, com ondas longas e mais “gordas”.

 

PLANO B PRA DIAS SEM ONDA
 

“O bom do longboard é que, mesmo quando o mar está bem pequeno, sempre tem uma ondinha pra brincar”. Mas, fora da água salgada, a Chloé gosta de dirigir pela Rio-Santos e curtir o visual da estrada. 

 

PRA CUIDAR DO CORPO E DA ALMA
 

Pra recarregar as energias, Chloé costuma ir até a Cachoeira de Prumirim, 6 quilômetros ao norte de Itamambuca. Ela também recomenda deixar-se levar pelas mãos da fisioterapeuta-massagista Yamila Prieto. “Ela faz uma massagem relaxante e desportiva muito boa!”

 

O RESTAURANTE FAVORITO DE CHLOÉ EM UBATUBA
 

Em quiosques arejados e com teto de palha, o Padang é um clássico de Itamambuca desde os anos 1980. Rodeado pela mata atlântica, o restaurante serve pizzas e ótimos pratos de frutos do mar. Chloé sempre escolhe alguma das receitas com camarão ou o peixe do dia. 

 

COMIDINHA SAUDÁVEL
 

Em Itamambuca, o Warung serve sushis, temakis, pratos vegetarianos, entre outras receitas leves. “O poke é um dos melhores que eu já comi!”, afirma.

Foto: reprodução
 

PRA COMER COM O PÉ NA AREIA
 

Bem de frente pro seu pico favorito na Praia Grande, no canto esquerdo (Baguari), Chloé aprova o açaí do Pantai Kiosk. Também serve café da manhã e pratos de almoço com frutos do mar superfrescos, em porções saradas. Tem um deck de madeira de frente pra praia e mesinhas na areia. 

 

POUSADA FAVORITA
 

A Guest House da Lui, pousada da apresentadora Luize Altenhofen em Itamambuca, fica a alguns passos da praia. Tem sauna que se abre direto pra piscina, quiosque com churrasqueira, mesa de sinuca e muito verde. “O deck, no segundo andar, é perfeito pra praticar yoga e alongar ao som dos pássaros e do vento batendo nas árvores altas.”

 

LOJINHA IRRESISTÍVEL
 

“A Wahine Ubatuba, marca de surfwear e praia feminina, foi fundada pela Mari e a Carol Sposito, mãe e filha, que também surfam de longboard”. No centro de Ubatuba, vende biquínis, lycras, roupas, protetor solar e acessórios. 

 

SYM Surf Yoga Music: aulas que combinam surf, yoga e alimentação saudável | Foto: reprodução

 

UM LUGAR PRA PRATICAR YOGA
 

A SYM Surf Yoga Music organiza vários tipos de retiros e cursos (inclusive on-line) que combinam aulas de surf, prática de yoga, técnicas de autoconhecimento e alimentação saudável.  

 

INSIDER TIP
 

“Gosto muito da Praia do Félix, ao norte de Itamambuca. Como o acesso é mais complicado, ela quase nunca fica muito cheia. Então, é uma ótima opção pra passar o dia”.

 

Foto de abertura: Thays Bittar/The Summer Hunter