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54 HORAS EM BOIPEBA: UM GUIA REPLETO DE DENDÊ, BRISA E CALMA, PRA EXPLORAR A ILHA MAIS PARADISÍACA DA BAHIA

   

Ao invés do relógio, é a maré que rege o tempo nesse canto do litoral sul baiano, ditando a hora de caminhar pela praia ou de boiar nas piscinas naturais.

 

 

 

Água morna e cristalina, quilômetros de areia branca e coqueiros que se inclinam sobre a praia formando a imagem perfeita do paraíso. Parte do arquipélago de Tinharé, a Ilha de Boipeba é a irmã tranquilona de Morro de São Paulo, que fica um pouco mais ao norte, no sul da Bahia. Por mais que seja palco de festas arrasa-quarteirão de Réveillon, no resto do ano a sensação é de que pouca coisa mudou desde que Velha Boipeba foi fundada pelos portugueses, em 1537. Ao cruzar de barco até o vilarejo, que concentra a infraestrutura, o ritmo de vida vai desacelerando progressivamente até chegar a Moreré, o povoado mais rústico da ilha, com ruas de areia e alma hippie. Ao invés do relógio, é a maré que rege o tempo nesse canto do mundo, ditando a hora de caminhar pela praia ou de boiar nas piscinas naturais. Integrada a uma APA (Área de Preservação Ambiental) e tombada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, Boipeba é um daqueles lugares pra desconectar o celular e ler um livro. Apagar a tela e olhar pro céu. Eis nosso guia repleto de dendê, brisa e calma, pra você desbravar a ilha no modo slow travel.



 

 

 

 

DIA 1

 

 

 

15h • Praias de Boipeba: rolê por Tassimirim e Cueira

 

Bem na frente ao povoado, a praia da Boca da Barra é a que recebe as excursões vindas de Morro de São Paulo. Pra fugir da muvuca, faça a digestão numa doce caminhada até Tassimirim e, mais adiante, Cueira. Com coqueiros a perder de vista e faixa de areia que encolhe e aumenta com o gingado das marés, essas são as praias mais próximas de Velha Boipeba onde vale a pena fincar o guarda-sol (ou sucumbir aos encantos de uma barraca). 

 

 

 

A insuperável vista da pousada O Céu de Boipeba | Crédito: reprodução

 

 

 

17h • Pôr do sol no céu de Boipeba

 

Nada supera a vista da pousada O Céu de Boipeba ( @oceudeboipeba), que escancara um 360º da região, com Mata Atlântica até onde o olhar alcança e o mar ao fundo. No fim da tarde, a paisagem ganha nuances alaranjadas e cor de rosa, capazes de arrancar lágrimas. Se não der pra ficar hospedado aqui, garanta uma mesa no deque de madeira do bar-mirante, pra curtir o pôr do sol com Boipeba aos seus pés. Está aberto ao público das 17h às 19h, com agendamento via Whatsapp. Também é possível ficar pra jantar, reservando com antecedência. 

 

 

 

21h • Varanda: comidinha italiana no epicentro de Boipeba

 

Pra equilibrar o dendê do almoço, acomode-se numa das mesinhas externas do italiano Varanda (@varandaboipeba),  estratégico pra ficar de olho no vaivém da praça onde tudo acontece. Tem pizzas bem feitas, risotos, nhoques e carnes. De sobremesa, ataque a panna cotta. 

 


 

DIA 2

 

 


As piscinas naturais de Moreré, a um "trator" da Velha Boipeba | Crédito: Camila Batista Moreira/iStock

 

 

 

8h • Um lugar encantado chamado Moreré

 

Com um pouquinho de disposição e muito protetor solar, a caminhada de uns 5km entre Velha Boipeba e Moreré passa por um menu degustação de praias estonteantes, com alguns trechos fáceis de trilha e, de brinde, a travessia de um coqueiral. Vá na maré baixa e, na volta, pegue um trator-táxi. Bem mais sossegado que Velha Boipeba, Moreré é o vilarejo favorito de quem curte as coisas simples da vida, como caminhar descalço por ruas de areia, observar as estrelas e boiar nas piscinas naturais que se formam em alto-mar. Se essa é a sua vibe, fique hospedado aqui. 

 

 

 

12h • Paraíso ou Casa Filtro: almoço em Moreré

 

Com quiosques de teto de palha cercados de coqueiros, o Paraíso é ideal pra um almocinho praiano. Tem peixe fresco grelhado e uma moqueca de polvo tentadora. Dá pra fazer uma siesta lá mesmo, numa rede com vista pro mar. Se a ideia for uma comidinha vegetariana ou hambúrguer com um bom drink, jogue-se no jardim do delicioso Casa Filtro (@casafiltro). 

 

 

 

15h • Pontal do Bainema: o bar de praia mais alto-astral da ilha

 

Caminhe até o canto direito da praia de Moreré, de onde sai a trilha curta que leva ao sossego (quase) total de Bainema. Vale a pena atravessar a praia toda até chegar ao Pontal do Bainema (@pontaldobainema),  provavelmente o bar mais alto-astral da ilha, onde (em condições normais) rolam luaus e música ao vivo. 

 

 

 

20h • Onde comer em Boibepa: o menu surpresa do Santa Clara

 

Instalado em um quiosque ventilado e rodeado de verde, o restaurante da pousada Santa Clara (@santa_clara_boipeba) é o mais festejado de Boipeba. Os pratos mudam todo dia, com três opções de entradas, principais e sobremesas. Para começar, há sempre uma salada e uma sopa. E, entre os pratos fortes, um dos itens garante a baianidade do menu, com moquecas, ensopados ou mariscadas. Também costuma ter boas massas e receitas que buscam influências em países como Japão, Vietnã e México.  

 

 

 

DIA 3

 

 

 

Ponta de Castelhanos: piscinas naturais e pontões de areia | Crédito: Angelo Rangel Santos Andrade/iStock

 

 

 

9h • Natureza sem filtro na Ponta dos Castelhanos

 

Pra quem está em Moreré, é possível atravessar Bainema e, depois, um mangue, até chegar à praia mais virgem da ilha. Mas, pra quem fica na Velha Boipeba e arredores, é mais cômodo pegar um passeio de barco até a Ponta de Castelhanos. Assim como no resto da ilha, o cenário vai se moldando de acordo com a maré, que chega a “desaparecer”, recuando quase um quilômetro, revelando corais, pontões de areia e piscinas cristalinas. Um passeio “tudo em um” é o Volta da Ilha, que dura umas sete horas e também para nas piscinas naturais de Moreré e na Cova da Onça. Mas, se quiser ter mais tempo aqui, é possível negociar com um barqueiro. Boa pra mergulhar de snorkel, a praia também faz a cabeça dos fotógrafos, que costumam pirar no manguezal e nas árvores de raízes expostas no meio da areia. 

 

 

 

16h • Ostras direto da fonte

 

Os passeios de barco costumam encerrar o dia no Portal das Ostras (@portaldasostras),  um restaurante flutuante onde é possível degustar ostras cultivadas ali mesmo, enquanto curte o pôr do sol. Também serve lambreta, caldinho de sururu e outros petiscos baianíssimos. 

 

 

 

20h • Casinha Latinha: comida mexicana e alma boêmia

 

O Casinha Latina ( facebook.com/CasinhaLatina) é uma delícia de lugar pra provar uns tacos mexicanos, preparados pelo chef argentino Francisco Trossero, e já esticar com uns mojitos. Tem paredes grafitadas, mesinhas coloridas ao ar livre e alma boêmia.     

 

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