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VIAJANTE PROFISSIONAL, LUÍSA FERREIRA ENSINA COMO PASSAR BEM EM PORTO DE GALINHAS SENDO UM TURISTA RESPONSÁVEL

 

Frequentadora da praia mais famosa de Pernambuco há vários anos, a jornalista recifense dá a pista pra você fugir das aglomerações, comer bem e minimizar o seu impacto no meio ambiente.

 

Rodar o mundo sozinha nem sempre foi fácil pra recifense Luísa Ferreira. Autora do Guia Para Viajar Só, a jornalista passou maus bocados em sua primeira experiência no exterior. “Quando era mais jovem, tinha crises fortes de ansiedade ao sair da minha zona de conforto”, conta Luísa. “Até que decidi rodar o mundo como uma terapia de choque pra vencer o medo”. O tratamento foi tão efetivo que, em 2016, ela largou seu emprego de coordenadora de conteúdo em uma agência de comunicação pra se dedicar em tempo integral ao site Janelas Abertas (@janelasabertas). Desde então, fez mestrado na Espanha, estudou em Budapeste e representou o Brasil em um encontro de jovens correspondentes internacionais na Finlândia, além de ter passado longas temporadas em países como França, México, Estados Unidos e Colômbia.

 

 

“Minha ideia é falar de viagem com um ponto de vista mais amplo, da transformação que acontece quando abrimos nossas janelas da mente e do coração pra absorver o mundo e aprender com outras culturas”, diz Luísa, que passou por mais de uma centena de cidades brasileiras, sempre batendo forte na tecla do turismo responsável. “Quando a gente viaja, tem que se comportar como se estivesse indo na casa dos outros. Ao invés de simplesmente dar dicas, tento incentivar o respeito ao modo de vida local e à natureza, apresentando alternativas mais responsáveis pra visitar aquele destino.” Frequentadora de Porto de Galinhas há muitos anos, ela dá a pista pra curtir o vilarejo pernambucano evitando aglomerações e minimizando o impacto ambiental.
 

SEM AGLOMERAÇÕES: PRAIA TRANQUILA EM PORTO DE GALINHAS
 

Como a ideia é fugir das aglomerações, Luísa evita a praia principal de Porto de Galinhas. “O vilarejo em si teve um crescimento desordenado, sem charme, e sua faixa de areia costuma ficar muito cheia”, diz. Pra estar tranquila, ela costuma ir à Praia do Cupe, um pouco mais ao norte. “Tem um mar mais agitado, mas também forma piscinas naturais cheias de peixinhos na maré baixa”, diz a jornalista, que curte dois restaurantes pra comer frutos do mar ao ar livre, de frente pra praia: o Pirajuba (@pirajubarestaurante) e o Pontal do Cupe (@bardapraiapontaldocupe). 

 

BATE E VOLTA: OS SEGREDOS DOS ARREDORES DE PORTO DE GALINHAS
 

Num rolê de menos de 80km em direção ao sul de Porto de Galinhas, o litoral pernambucano dá um show de beleza natural e calma. “Nos últimos anos, Maracaípe ganhou algumas pousadas melhores e restaurantes que ficam abertos à noite, mas ainda é muito tranquila pra passar o dia na sombra de um coqueiro”, diz Luísa. Maraca, pros chegados, também é ótima pro kite e o surf. Seguindo mais adiante, ela sugere parar em Enseadinha, Serrambi, Carneiros e Tamandaré

 

 

 

ONDE FICAR (TRANQUILO) EM PORTO DE GALINHAS
 

“Convém evitar os resorts e grandes hotéis, que tendem a ter um impacto maior no meio ambiente”, diz Luísa, que já se hospedou várias vezes na Pousada Maracaípe (@pousadamaracaipe), que é baratinha e bem localizada em Maraca. Na mesma praia, ela indica a Xalés de Maracaípe (@xalesmaracaipe) e a Un Paso del Mar (@unpasodelmar) pra quem quiser mais conforto e pé na areia. No centrinho de Porto, a jornalista gosta da Pousada Quatro Estações (@pousadaquatroestacoes).
 

 

PONTAL DE MARACAÍPE: O FIM DE TARDE PERFEITO
 

“O Pontal de Maracaípe é um lugar mágico”, diz Luísa. “Fica bem no fim da praia, onde o rio encontra o mar, ideal pra alugar um SUP e ver pôr do sol”. Dá pra ir andando de Maracaípe (e até de Porto de Galinhas, com disposição), ou então dirigir pela estradinha até onde der e depois pegar uma jangada. Quem vai pela areia precisa ficar atento à maré, já que pode ser difícil voltar na hora da cheia. 

 

ONDE COMER NA PRAIA EM PORTO DE GALINHAS
 

“Adoro o Bar do João (@joaorestaurante), de frente pra praia em Maracaípe, com redes, piscina e comida boa”, diz Luísa, que aprova o camarão havaiano, servido no abacaxi, com purê de jerimum e arroz de castanha. Ali perto, o Bar do Marcão (@bar_do_marcao) também é um clássico, com açaí e outras comidinhas ideais no pós surf. Em Porto de Galinhas, a jornalista costuma frequentar o Munganga Bistro (@mungangabistro), do chef Felipe Barreto. “É um restaurante que tem serviço de praia e varanda de frente pro mar, com preços melhores do que barracas bem simples da região, onde as coisas costumam ser mais caras”, diz. 

 

 

 

ONDE PROVAR A CULINÁRIA TÍPICA DE PERNAMBUCO EM PORTO DE GALINHAS
 

“Aqui em Pernambuco, comemos muita macaxeira (mandioca ou aipim)”, diz Luísa. O ingrediente é o mote do Barcaxeira (@barcaxeira), onde o chef Augusto Sampaio prepara uma ótima macaxeira gratinada e receitas criativas, como a panceta crocante com goiabada cascão picante. Já no Mardioca (@mardioca_porto), o forte são os escondidinhos — de carne de sol, filé mignon, brócolis ou camarão. “Eles são caprichados e com muito recheio”, diz. Se a ideia for provar a alta cozinha pernambucana, a boa é o Beijupirá (@beijupira), que viaja nos pratos, mesclando frutos do mar e frutas tropicais, e também capricha na moqueca vegana.

 

ONDE TOMAR CAFÉ DA MANHÃ EM PORTO DE GALINHAS
 

No centrinho de Porto de Galinhas, num amplo terraço ao ar livre, o Café da Moeda (@cafedamoeda) serve tapiocas, sanduíches, crepes, granola e muito mais. “A comida é bem gostosa e o lugar é fofinho”, diz Luísa.

 

DO MURO AO PONTAL: PASSEIO DE BUGGY EM PORTO DE GALINHAS
 

“Pra quem acaba de chegar, é uma boa ideia fazer o passeio de buggy de ponta a ponta, que vai de Muro Alto, ao norte, descendo até o Pontal de Maracaípe”, diz Luísa. “Você passa por várias praias pra poder escolher aonde quer voltar depois”. Respeitando a proibição de transitar pela areia, os passeios não são no estilo “com emoção”.

 

 

COMO SER UM TURISTA RESPONSÁVEL EM PORTO DE GALINHAS
 

“A primeira coisa é ter consciência de que se trata de uma das praias mais visitadas de Pernambuco, famosa no Brasil inteiro. Então, é importante viajar fora da alta temporada, pra fugir das aglomerações e não sobrecarregar a infraestrutura local em termos de abastecimento de água e coleta de lixo”, diz Luísa, que também recomenda evitar a interação com animais durante os passeios pela natureza. “Alguns guias locais pegam cavalos-marinhos no mangue pra agradar os turistas, o que é totalmente desaconselhável”, diz. Ela também torce o nariz pros famosos passeios de jangada até as piscinas naturais. “Ainda que haja uma área delimitada pro turismo, os corais são organismos vivos e não deveriam ser pisados, tanto é que a vida marinha foi reduzida drasticamente nesses lugares, a ponto dos barqueiros começarem a usar pão pra atrair os peixes”.

 

 

PRA SE CONECTAR COM A NATUREZA: SURF FEMININO E PASSEIOS ECOLÓGICOS
 

A Gaitero Ecoturismo (@gaitero) organiza passeios pelo mangue conduzidos pelos pescadores locais e flutuação no rio. Já as meninas do projeto social Todas Para o Mar (@tpmtodasparaomar), pilotam os surf days, um encontro entre mulheres pra surfar, conversar, fazer yoga e fechar o dia com um piquenique. A ONG Eco Associados (@ecoassociados) mantém um pequeno museu sobre tartarugas marinhas e, entre fevereiro a maio, os visitantes podem observar a “soltura” dos animais recém-nascidos no mar.