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5 ILHAS TRANQUILÍSSIMAS E PRÓXIMAS DE CAPITAIS BRASILEIRAS

Com praias virgens e reservas de mata nativa, esses pedacinhos de terra têm jeito de lugar remoto, mas ficam a menos de três horas da cidade grande.
 

Ilha do Mel (PR) | Crédito: William Zimmermann/Corona

 

1. ILHA DO MEL: O MELHOR DO LITORAL DO PARANÁ
 

A 130km de Curitiba, a Ilha do Mel é o melhor motivo pra explorar o litoral do Paraná, acessível só de barco, a partir de Paranaguá e Pontal do Paraná. Tendo a bike como principal meio de transporte, já que não há carros, parece estar ainda mais distante do stress urbano, com pouco mais de mil habitantes e acesso limitado a 5 mil turistas por dia (em tempos normais). Um dos picos mais completos de ecoturismo do sul do Brasil, é ideal pra caminhar de pés descalços por mais de 25 km de praias cercadas de restinga e mata atlântica, ou fazer passeios de barco nos quais é possível avistar botos e tartarugas. De quebra, a ilha ainda tem algumas construções históricas, como o Farol das Conchas, e picos de surf de alto nível, como as lendárias Paralelas, com direitas perfeitas quebrando em fundo de areia e pedra.
 

 

Ilha do Cardoso (SP) | Crédito: Gustavo Asciutti/iStock

 

2. ILHA DO CARDOSO: JEITÃO DE LUGAR REMOTO A POUCAS HORAS DE SÃO PAULO
 

A Ilha do Cardoso conserva mais de 90% de seu território coberto com mata nativa e tem um festival de praias virgens. Com ruas de areia e sem energia elétrica, esse paraíso com jeito de lugar remoto fica a apenas 250 km de São Paulo e o acesso é feito a partir de Cananéia. Protegida por um parque estadual, e tombada como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, tem apenas 600 habitantes, boa parte deles descendentes de índios, que vivem da pesca e do ecoturismo. Explorar manguezais, praias, rios, cachoeiras e a mata forrada de orquídeas é a pauta do dia na ilha, onde também vale a pena conhecer o estilo de vida da comunidade local e provar as famosas ostras de Cananéia. 
 

 

 

3. MONTÃO DE TRIGO: A ILHA MISTERIOSA DE SÃO SEBASTIÃO
 

A 14 km da costa de São Sebastião, em São Paulo, a Ilha do Montão de Trigo é um dos lugares mais misteriosos do litoral brasileiro. Ninguém sabe ao certo como os primeiros moradores foram parar lá, há mais de dois séculos. Mas há quem acredite que os “monteiros”, que vivem da pesca, são descendentes de sobreviventes de um naufrágio. Boa pra surfar, a ilha também tem ótimos pontos de mergulho e lindas piscinas naturais em seu costão rochoso. Agências de Juquehy e Barra do Una fazem passeio até lá. 
 

 

 

Boipeba (BA) | Crédito: Matheus Magno/iStock

 

4. ILHA DE BOIPEBA: A IRMÃ TRANQUILONA DE MORRO DE SÃO PAULO, NA BAHIA
 

Com acesso a partir de Valença, a 130 km de Salvador, Boipeba é irmã sossegada de Morro de São Paulo, que fica um pouco mais ao norte. Água morna e cristalina, quilômetros de areia branca e coqueiros que se inclinam sobre a praia formam a imagem perfeita do paraíso. Parte do arquipélago de Tinharé, costuma ser palco de grandes festas de Réveillon (em tempos normais) mas, no resto do ano, a sensação é de que pouca coisa mudou desde que Velha Boipeba foi fundada pelos portugueses, em 1537.

Ao cruzar de barco até o vilarejo, que concentra a infraestrutura, o ritmo de vida vai desacelerando progressivamente até chegar a Moreré, o povoado mais rústico da ilha, com ruas de areia e alma hippie. Ao invés do relógio, é a maré que rege o tempo nesse canto do mundo, ditando a hora de caminhar pela praia ou de boiar nas piscinas naturais. Integrada a uma APA (Área de Preservação Ambiental) e tombada pela Unesco como Reserva da Biosfera, Boipeba é perfeita pra fazer um detox digital e desacelerar.

 

 

Ilha de Marajó (PA) | Crédito: Xavi Ferrando/iStock

 

5. ILHA DE MARAJÓ: O SOSSEGO TOTAL A UM PULO DE BELÉM DO PARÁ
 

A maior ilha fluviomarinha do mundo fica a um pulo de Belém e é, possivelmente, um dos destinos mais subestimados do Brasil. Na foz do Rio Amazonas, às margens do Atlântico, Marajó é uma terra de superlativos. Suas praias parecem intermináveis, ora escoltadas por dunas suaves, ora cercadas por manguezais de árvores descomunais. Na maré baixa, é preciso caminhar um bocado até a água, com direito a pit stop em várias piscininhas naturais que se formam na areia. Já quando a maré “lança”, no jargão local, o cenário fica ainda mais espetacular, com um braço de rio banhando a praia de água doce.

Em Marajó, apenas os motoristas dos mototáxi se preocupam com a hora e o celular só pega nos vilarejos. Mas quem se importa com isso? Em Soure, que concentra as pousadas, procure uma mesinha à sombra de uma mangueira (gigantesca) e deixe o tempo passar, enquanto toma uma gelada petiscando o queijo local, feito de leite de búfala.